photo: Lille, França, 02.05.2009.
Atordoada. É o que sinto neste exato momento. Sempre me desestruturo e você é sempre a causa dessa desestruturação. Não saberia dizer a razão do fato; ou sei e nem quero mo dizer porque acredito que mais desestruturada ficaria. É como se eu houvesse construído a mim mesma nessa relação simbiótica com o outro que me é completamente estranho, que sempre me escapa apesar de todos os esforços que faço para mudar a situação. Choro porque sei que estou errada e que tenho necessidade de me desvencilhar desses laços que me aprisionam a você; choro porque sei que nunca ocorrerá nenhuma mudança em você e que apenas a mim cabe a fuga a tal situação. Poderiam até pensar que sofrimento dessa espécie só tem solução com o rompimento total que até nele penso e que, no entanto, não vislumbro como resposta ao problema. Tenho consciência de que o problema está em mim e mudanças são urgentes - mudanças que urgem serem feitas em mim porque essa necessidade de viver em função do outro nao é saudável ----- mas esse é o grande xis, o mais dificil de todos, essa coisa de se conscientizar de que urge fazer algo e realmente realizá-lo. Como conseguir forças e, o mais importante, vontade forte para implementá-las? E assim fico triste, doída por dentro, e nada faço porque quando a tristeza for embora a dor cairá no esquecimento até que em outro momento a situação se repita e eu me diga a mesma coisa. Urge fazer algo.










