domingo, 19 de dezembro de 2010
imagem: Lille, maio de 2009
Minha mensagem de Ano Novo
Minha mensagem de Ano Novo
Hora de mudar hábitos e aproveitar para reavaliar a nossa relação com o Outro. Hora de não mais desejar que ele seja EU, como eu, sendo, pensando, agindo, se comportando. Hora de aceitar a alteridade do Outro, saber que somos o Outro de um outro EU, e que agimos igual, escapamos ao entendimento, somos inapreensíveis, imprevisíveis e nunca estamos presente. Não estamos sós no mundo, estamos diante de outros com os quais iremos conviver no decorrer de nossa vida. "O outro sempre estampa em seu rosto a sua radical diferença como que a nos dizer, 'olhe só, não sou você!'". Vamos, então, inaugurar o novo, inaugurar o sujeito ético que aceita e respeita o outro em suas peculiaridades, que é sensível ao sofrimento alheio, que o acolhe, que se coloca no lugar dele e por ele sofre.Vamos deixar emergir o humano e não mais nos relacionarmos como EU-ISSO e sim como EU-TU.
domingo, 24 de outubro de 2010
Uma tarde de domingo
Alcina Magalhães
Alcina Magalhães
Il fault dire qu' il est printemps. Mais nous ne pourrions pas dire que c' était un jour de printemps parce qu' il était froid et il pleuvait. Era apenas mais uma tarde de domingo em que ela estava só. Ouvia Liane Foly para se esquecer que estava só e que o telefone não tocava. Poderia morrer agora e ninguém saberia. Há algum tempo constatou que essa seria a sua vida; não lamenta o fato ou mesmo o julga, apenas o aceita. Se não fosse atéia iria à igreja como as pessoas normalmente fazem para escamotear a solidão, ou o medo de morrer. Mas não, isto ela jamais faria. Desde que leu Niels Lyne descobriu que ficaria firme em sua decisão de não necessitar acreditar em nada. Sabia que seria difícil mas seu lema era enfrentar as dificuldades e não abrir mão daquilo que considerava ser a melhor forma de ser, de viver. Acreditava saber tantas coisas e apenas quando viveu as situações é que se deparou com as reações que teria. Como agora, nessa tarde de domingo em que se sentia triste, sem vontade de fazer nada e mesmo assim fazia: lia, ouvia música, se alimentava, vivia a rotina de mais um dia. Se alguém a visse nesse momento diria que é mais uma mulher deprimida, chorando pelos cantos da casa, que não tem nenhum objetivo, ninguém para cuidar. O que ninguém sabe é que essa é apenas uma personagem que ela vive nesse momento em que escreve páginas e páginas de seu livro.
24/outubro/2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Viver é uma aventura realmente exigente. É penetrar em uma floresta infinitamente densa, intrincada, complexa, cheia de cores, sons, sugestões, vibrações de todo o tipo, aromas e belas e estranhas formas infinitamente multiplicadas - cada recôndito esconde um segredo. Mas entrar nesta floresta é também ser tomado de inquietação, de indignação mesmo, é aproximar-se de sombras, do horror, do inaceitável, de regiões escuras que a vista näo alcança; é ouvir sons que o ouvido näo distingue completamente. É também se chegar a encruzilhadas, hesitar frente a muitas possibilidades, correr o risco até mesmo de cair na areia movediça. Viver é correr o sério risco de perder-se nesta floresta. Ou achar-se nela.
Mas viver é, antes de tudo, encontrar Outros, outros variados, com outras linguagens, outros sentidos, outras realidades: outros mundos, outras vidas. Viver é estranhar o mundo... é não poder repousar, ter de responder por si frente à realidade, à realidade múltipla, exigente, que tudo o que é diferente de mim significa... viver é a aventura por excelência, a mäe de todas as aventuras possíveis.
Compreender o sentido desta aventura, ou criar sentidos para esta aventura: eis o filosofar em seu sentido mais pleno. A filosofia é uma das formas de que dispomos para não sermos apenas carregados pelos ritmos da floresta da existência e, sim, um modo privilegiado de aprendermos a nos mantermos sobre nossos próprios pés ao longo do desafio em que viver necessariamente se constitui.
Ricardo Timm de Souza, Sobre a construção do sentido - o pensar e o agir entre a vida e a filosofia
domingo, 2 de maio de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
"A primeira das ocupações humanas, penso, é a educação. Sempre que alguém consegue um bom começo em qualquer atividade, seja ela qual for, é provável que também consiga um bom resultado. E os frutos que se devem esperar estarão de acordo com a semente que se semear na terra. E sempre que se semear uma educação nobre numa pessoa jovem, ela vive e floresce durante toda a vida, e nem a chuva nem a seca a destroem". Antifonte
foto: Marseille, 2009
sábado, 3 de abril de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
"E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu a vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes; e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indizivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e seqüência. [...]" - Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasse assim?"
Nietzsche, A gaia ciência, parágrafo 341
foto: Bastei, outubro de 2004
terça-feira, 23 de março de 2010
foto: Marseille, 16.05.2009
As palavras não são inúteis nunca, a não ser aquelas que são vomitadas sem parar pelas pessoas que sentem essa necessidade louca de falar e falar e falar sem refletir, sem saber se o Outro está interessado ou não em ouvir. Mas ainda bem que são poucas na vida da gente e podemos escolher ficar longe delas ou não.
dezembro 2009
domingo, 21 de março de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
domingo, 14 de março de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
sábado, 16 de janeiro de 2010
As escolhas que faço
Alcina Magalhães
"Qu'est-ce que je fais maintenant?".
Alcina Magalhães
"Qu'est-ce que je fais maintenant?".
Eu faço escolhas. E elas são o presente que tornar-se-á passado e futuro. Et je suis responsable de mes choix. Hoje, eu escolho me libertar, ser eu mesma, redefinir minhas prioridades, reavaliar os amigos; hoje, eu me convoco a reconsiderar tudo: o que vale a pena memorizar do passado, as ações a serem implementadas no presente e o futuro que quero construir. É a minha tarefa a cumprir na esperança de uma vida melhor, ainda que seja uma vida sempre por-vir. Esse é o meu método para mudar a minha realidade rumo a uma nova realidade mais de acordo com o meu modo de ser, mais próxima ao que eu quero para mim, estruturando o real que está por-vir.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
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