A boneca
Alcina Magalhães
Estou perdida na floresta. Floresta negra e silenciosa que alimenta meus medos: dragões e serpentes espreitam por todos os lados. Não os vejo. Sinto o olhar. Caminho e aperto a boneca que trago no bolso; e o contato de teu corpo em minha mão me acalma. Cruzo o pântano. Sacio minha fome com a maçã que a macieira me oferta e observo as árvores que se adensam e não permitem que o sol penetre para aquecer meu corpo. A sensação de que estou no caminho certo me acompanha e sigo em frente.
Sorrio ao pensar nos seres que habitam a floresta e que me vêem como intrusa. Não quero passar a noite na escuridão que me domina e enfraquece. Vejo o lago e os patos que passeiam na margem. Tenho sede. Os esquilos correm e meu coração se enternece por tão pouco.
Não espero o milagre da chegada.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Minha mãe me acorda para a beleza da vida
Alcina Magalhães
Caminhei. Sem sentir fui ao topo da colina;
o que via era uma espessa neblina cobrindo o vale.
Sentei-me e esperei a nuvem passar;
mas ela relutava e insistia em turvar meu olhar.
O cansaço mergulhou-me em sono profundo.
Então sonhei e no sonho você me chamava e dizia:
“Filha, acorde! Olhe a linda paisagem que se descortina lá embaixo.”
Despertei e fiquei estupefata, pois a nuvem se dispersara
e o vale estava envolto em uma luminosidade dourada.
Alcina Magalhães
Caminhei. Sem sentir fui ao topo da colina;
o que via era uma espessa neblina cobrindo o vale.
Sentei-me e esperei a nuvem passar;
mas ela relutava e insistia em turvar meu olhar.
O cansaço mergulhou-me em sono profundo.
Então sonhei e no sonho você me chamava e dizia:
“Filha, acorde! Olhe a linda paisagem que se descortina lá embaixo.”
Despertei e fiquei estupefata, pois a nuvem se dispersara
e o vale estava envolto em uma luminosidade dourada.
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