O manto
Alcina Magalhães
Invisível
o manto me enlaça
e o abraço,
o afeto,
esfumaça.
Um sopro,
dois sopros,
não...
mil,
e ele estilhaça,
a leveza me abraça.
Renasço.
Invisível
o manto te enlaça,
e meu abraço,
meu afeto,
esfumaça.
Agora és tu.
Sopra!
Estilhaça!
Me abraça!
Renasce!
jan/2007
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Consciência
Alcina Magalhães
Um dia o ser acorda e percebe que a vida o transformou no que não é, que a festa terminou, que viver se torna um tormento constante, que a juventude se foi, que a velhice mostra a sua cara, que as visitas insidiosas da morte se tornam freqüentes, que ser-só-no-mundo é o que resta do “presente” que foi ofertado ao ser-lançado-na-vida-que-não-pediu. E agora? Com a filosofia e a arte pode-se enfrentar a realidade, descobrir as condições de possibilidades de ser quem é, “exercitar a liberdade condicionada” que ainda tem, suportar o fardo e seguir em frente “apesar de”.
jan/2008
Alcina Magalhães
Um dia o ser acorda e percebe que a vida o transformou no que não é, que a festa terminou, que viver se torna um tormento constante, que a juventude se foi, que a velhice mostra a sua cara, que as visitas insidiosas da morte se tornam freqüentes, que ser-só-no-mundo é o que resta do “presente” que foi ofertado ao ser-lançado-na-vida-que-não-pediu. E agora? Com a filosofia e a arte pode-se enfrentar a realidade, descobrir as condições de possibilidades de ser quem é, “exercitar a liberdade condicionada” que ainda tem, suportar o fardo e seguir em frente “apesar de”.
jan/2008
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