Para Spinoza, vivemos numa rede de relações,
em que as afecções são constantes e geram afetos, "conscientes ou
inconscientes, coerentes ou ambivalentes": afetos ativos e afetos
passivos. Os encontros com o outro serão bons e maus em vista desses
afetos. Como nem sempre poderemos escolher nossos encontros, cabe
aprender a conhecer nossos afetos e transformar os passivos em ativos
para aumentar a nossa potência de vida. Ou seja, observar o que reduz
nossa potência, o que nos faz e o que não nos faz bem, estabelecer
nossos limites, aceitar que o mal e o bem não existem em si mesmos e sim
na perspectiva de cada um. Autoaprendizado constante!
16.08.2012
picture: março 2012