Alcina Magalhães
Aprendamos com Zaratustra e busquemos “as origens”: “qual a origem de meus atos?”, “o que me leva a pensar desta ou daquela forma?”, “quais objetivos pretendo realizar?”, “que interesses me movem?”. É dentro de nós que as respostas estão e apenas a nós cabe buscá-las. O método é investigar-se, “duvidar” do que sente, do que pensa, do que imagina, “suspender o julgamento” a respeito de algo até a obtenção de uma resposta interior. “Que sais-je?” Acreditamos saber tantas coisas, temos tantas certezas, até ao momento em que descobrimos que a ignorância é a nossa maior companheira. Então Heráclito vem ao nosso encontro e nos diz que “o inesperado se dá em toda e qualquer situação” só nos restando o acolhimento, a aceitação de nossos limites, a consciência de que mistérios não são desvendados, a clareza de que muitas perguntas permanecerão irrespondíveis. É necessário desenvolver o espírito crítico e não aceitar a cegueira voluntária.
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