Diálogo um
Alcina Magalhães
Emma – Sou carente e sonhadora. Sinto-me só junto às pessoas com quem convivo. E você, Sofia, como se sente em relação ao outro?
Sofia – Aprendi que estamos sós no mundo e que devemos contar apenas conosco para solucionar nossos problemas e satisfazer nossos desejos. Num determinado momento da vida somos instados a cumprir o compromisso que temos conosco e que passa pela “consciência de si”, pelo reconhecimento e aceitação de nosso ser-si-mesmo , pelo reconhecimento e aceitação do ser-si-mesmo-do-outro, que faz com que eu determine um limite até onde posso ir e até onde posso aceitar que o outro venha interferir no meu modo de ser e viver, assim como eu no modo de ser e de viver do outro. Aprendi a aceitar os fatos sobre os quais não tenho controle e viver em função de meus possíveis, não importa quais sejam. Obtive a liberdade de ser quem sou, libertei-me de meus medos, libertei-me do desejo de querer que o outro viva, ou aja, ou seja, como eu gostaria que vivesse, agisse ou fosse. Sou livre e deixo o outro livre. Sinto paz.
Emma – O que faço para atingir o estágio que você atingiu?
Sofia – Você terá que descobrir o seu caminho. Sozinha. Usar a vontade para atingir o fim que deseja. Fazer as correções de rota que se fizerem necessárias, sem olhar para trás, porque como diz Nietzsche, o homem “é uma ponte e não um fim”[1]. O mais importante você já tem: o reconhecimento de sua carência e o desejo de fazer mudanças.
Julho/2008
[1] Assim falou Zaratustra, Primeira parte, prefácio, § 4
Emma – Sou carente e sonhadora. Sinto-me só junto às pessoas com quem convivo. E você, Sofia, como se sente em relação ao outro?
Sofia – Aprendi que estamos sós no mundo e que devemos contar apenas conosco para solucionar nossos problemas e satisfazer nossos desejos. Num determinado momento da vida somos instados a cumprir o compromisso que temos conosco e que passa pela “consciência de si”, pelo reconhecimento e aceitação de nosso ser-si-mesmo , pelo reconhecimento e aceitação do ser-si-mesmo-do-outro, que faz com que eu determine um limite até onde posso ir e até onde posso aceitar que o outro venha interferir no meu modo de ser e viver, assim como eu no modo de ser e de viver do outro. Aprendi a aceitar os fatos sobre os quais não tenho controle e viver em função de meus possíveis, não importa quais sejam. Obtive a liberdade de ser quem sou, libertei-me de meus medos, libertei-me do desejo de querer que o outro viva, ou aja, ou seja, como eu gostaria que vivesse, agisse ou fosse. Sou livre e deixo o outro livre. Sinto paz.
Emma – O que faço para atingir o estágio que você atingiu?
Sofia – Você terá que descobrir o seu caminho. Sozinha. Usar a vontade para atingir o fim que deseja. Fazer as correções de rota que se fizerem necessárias, sem olhar para trás, porque como diz Nietzsche, o homem “é uma ponte e não um fim”[1]. O mais importante você já tem: o reconhecimento de sua carência e o desejo de fazer mudanças.
Julho/2008
[1] Assim falou Zaratustra, Primeira parte, prefácio, § 4
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